FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO
increva-se neste link:
http://paisnatal2009.blogspot.com/
Diário do 3º Passeio Moinhos de Apúlia
3º Passeio BTT Moinhos d´Apúlia
25 Julho 2009
- Temos de começar a pensar a sério sobre o Passeio dos Moinhos;
- Oh! Ainda falta muito tempo.
- Isso é o que vocês pensam, lembrem-se que a parte que demora mais tempo e mais
trabalhosa é traçar o percurso.
- Depois dos Caminhos de Santiago, vamos debruçar-nos a sério sobre o traçado, e, uma vez
delineado, ás Quintas e Domingos e até ao dia da prova, vamos fazer sempre o mesmo
trajecto, toda a gente tem de ficar a conhece-lo bem, para não acontecer como no ano
passado.
- Estou a pensar desta vez irmos p´rós lados de S.Fêlix, para ser diferente dos outros anos e a
única maneira de criar um pouco mais de dificuldade. Que acham?
- Eu já tenho cá uma ideia por onde deverá ser o percurso.
- Alguém está disponível aos Sábados de tarde para estudar trilhos p´ró Passeio?
- Nós dois já temos uma parte definida do percurso até Laundos, falta arranjar alternativa para
a prova não passar duas vezes pelo mesmo local.
- Temos que “fugir” das estradas o mais possível, para não haver problemas de trânsito….. e
não só.
- Vou ver onde este trilho vai dar;
- Não, não pode ser por aqui, vamos antes por este.
- Anda a inventar caminhos para quê?
- P´ra mim estava resolvido: atravessa-se a estrada Nacional e segue-se sempre em frente por
onde fomos no outro dia.
- Então fica assim: quando os ciclistas passarem, o pessoal de apoio que vem atrás muda as
marcações para a outra direcção.
- É capaz de dar confusão;
- Não dá, se a coisa for bem feita.
- Esta parte já está, agora falta a outra a partir de S.Fêlix.
- Aqui é Macieira de Rates ou S.Pedro de Rates?
- Acho que é S.Pedro de Rates.
- Eh pá! Estas lombas são perigosas, temos que pôr aqui uma placa a avisar: ”perigo”.
- Estes cruzamentos tem que ser muito bem sinalizados com placas e fitas.
- Esta parte final a subir até ao campo de futebol de Paradela é um pouco difícil;
- Está bom assim, não é só facilidades.
- Só fica a faltar o percurso de Cristelo até à estrada que atravessa Lagoa Negra.
- Um dia destes fui sozinho andar de bicicleta e descobri um caminho por detrás de uma
vacaria nas “Necessidades” que é o traçado ideal.
- Fica marcado: Domingo vamos fazer o percurso na totalidade;
- Ás nove horas em ponto arrancamos, quem estiver está! Quem não estiver que se f…não
esperamos por ninguém;
- Calma, para fazer o percurso, duas horas e tal no máximo chegam.
- Os ciclistas tem de ser guiados até ao cruzamento em Paredes para atravessar de uma só vez
a estrada e depois roda livre.
- A seguir aos caulinos tem de ficar uma pessoa na estrada a controlar o trânsito.
- Na estrada Nacional entre Barqueiros e Laundos tem de ser duas pessoas porque é uma
estrada muito movimentada, vai ficar também um ponto de água logo depois do cruzamento.
- Em Laundos o Jorge Pena disponibiliza quatro pessoas para cortar o trânsito sempre que
necessário e vamos ter de arranjar alguém para o alto de S.Fêlix.
- Próximo do campo de tiro em S.Pedro de Rates fica outro reabastecimento de água.
- Estes cruzamentos, além de terem de ser bem sinalizados, temos de colocar também pelo
menos mais duas pessoas;
- Talvez uma pessoa seja o suficiente se se puserem umas placas bem visíveis.
- A seguir à Leicar ao km vinte e seis, no lado esquerdo existe um largo que é bom para montar
uma mesa para o reforço.
- Está assente: o reforço vai ser aqui.
- Vamos pôr noutro local mais água e sumo, talvez na Lagoa Negra?
- Okay! Pode ser mas temos de arranjar mais duas pessoas para esse cruzamento.
- Temos pouco pessoal de apoio e este ano não podemos contar com os escuteiros como nos
anteriores;
- Olha! Fazemos assim: quem estiver a controlar o trânsito no cruzamento entre Barqueiro e
Laundos depois de passarem todos, como eles tem tempo suficiente vão para lá.
- Boa ideia!
- Quantos kms?
- O meu conta-quilómetros marca trinta e sete e meio;
- Mais dois kms da Vila Correia até ao “Rafael”, dá quase os quarenta;
- É isso mesmo, está feito o percurso.
- Já estou farto de andar há tantos dias pelos mesmos sítios, no próximo Domingo vamos até
S.Paio dar um mergulho no rio.
- Então ainda não há placards a anunciar a prova? É que estamos a pouca mais de três
semanas.
- Oh pá! Estou farto de avisar o meu “puto”, amanhã vou chatear-lhe outra vez a cabeça, para
que ande com isso p´ra frente.
- Eu já mandei vários mails com o programa, para todos fazerem publicidade.
- Sic: “quarta-feira dia 13 de Julho ás 21:30 na sede (escola de paredes) pede-se a comparência
de todos os DDR. Assuntos do passeio 3º passeio dos Moinhos. Passar a palavra aos outros
DDR que encontrarem na rua. Sem outro assunto um abraço Xico”
- É preciso dois voluntários para irem atrás?
- Eu não posso, tenho que fazer a prova senão os meus cunhados, eles são uns c…. e não vão.
- Eu tenho um casamento, não posso;
- Se o problema é esse arranjas alguém que vá em teu lugar.
- Pronto eu vou atrás com o ….e levo uma vassoura, mas guardai-me uma febra senão quando
chegar, uma vez que vou ser o último, não tenho comida.
- Mais dois voluntários p´rós pontos de água em Cristelo e Lagoa Negra?
- Posso ser eu;
- E eu também.
- Não há nada para beber?
- Só sumo e seven up.
- Que se lixe, bebe-se disso.
- Já estou a ficar meio zonzo com as misturas.
- Quinta -feira podes dar uma mão a fazer as marcações?
- Em principio posso, mas depois eu confirmo.
- Vocês os dois é melhor ficarem pela Vila Correia a prepara as coisas;
- E tu sais na moto uma meia-hora antes do pessoal arrancar e vais verificar se as marcações
estão ok.
- Eu vou atrás com a outra mota a prestar apoio e recolhendo as placas.
- Bom eu vou andando, ando todo derreado, as pedras tem-me fodido o “cabedal”, sabes como
é, quero adiantar as coisas enquanto cá estou. Até amanhã.
- Já arranjei fitas para as marcações, mas ainda vai ser preciso mais.
- O reforço vai ser: pão com marmelada, fruta, queques, água e sumo.
- Barras energéticas? Deixa-te disso, como está já é muito bom;
- Nós não temos patrocínios, como tem os outros.
- ….foda-se esta merda: as t-shirts estão todas mal, não foi isto que tínhamos combinado
estampar nas camisolas;
- Tem calma, tem calma, não dês pontapés nas caixas, eu sei que tens razão para estares
chateado, mas tem calma;
- Calma o c…., faltam cinco dias e agora o que é que vamos fazer com estas camisolas todas?
Nunca mais me meto noutra.
- Ele tem razão! É o gajo que mais se preocupa com tudo e agora acontece isto.
- Vou falar com o meu tio a ver o que se pode fazer com as t-shirts;
- Okay! Está resolvido na Quinta-Feira as camisolas estão corrigidas e prontas.
- Estás a ver, com calma tudo se resolve.
- És sempre o mesmo, já devias ter dado a lista de inscritos, para saber com o que contamos e
começar a encomendar as coisas que faltam;
- Logo dou-te isso.
- Ide à frente com a moto colocar as placas e levai algumas fitas também e nós vamos nas
bicicletas a fazer as restantes marcações com as fitas.
- Eh pá! Vós aí na moto estais a colocar mal as fitas, tendes que as prender pelas pontas e não
pelo meio.
- Nas marcações que fizemos ontem já roubaram algumas placas! Foram os ciganos, só pode.
- Não há hipótese, amanhã Sábado, tu sais na moto uma hora antes do inicio da prova e vais
verificar se está tudo ok e se necessário repões o que faltar.
- Logo à noite podes dar uma ajuda a fazer os sacos?
- Okay.
- Amanhã quem puder, dá uma ajuda na Vila Correia, pois há muito trabalho para fazer.
(dia da prova – parte da manhã)
- Este ferro encaixa neste….
- …..não é nada assim;
- Tem de ser,
- Como é que tem de ser? Não vês como fica? Não pode ser assim, desencaixa…..
- …….é assim: este é que é daqui e o outro dacolá…também não….
- Encaixa antes esse aqui…..desencaixa, não pode ser, fica tudo torto; encaixa… desencaixa…
não há livro com as instruções?
- É assim seus nabos: esse encaixa neste e esse naquele,
- Estás a ver como eu tinha razão?
- Pronto não batas mais no ceguinho, tens razão.
- Agora um homem a cada ferro, a tenda tem de ser levantada ao mesmo tempo;
- Atenção! Um, dois, três, levantar….
- Pronto o secretariado já está, agora vamos ao resto.
- Olha! já cá está o homem das amplificações sonoras;
- E o Paulo Ministro também.
- Precisava de imprimir umas coisas mais as cópias com as inscrições;
- Eu vou a casa e trato disso se quiseres.
- O outro pessoal?
- Foram fazer as sandes para o reforço e colocar as marcações com a indicação: “banho”,
“parque” e “secretariado”.
(dia da prova – parte da tarde)
- O outro pessoal? São duas horas como combinamos e ainda não apareceu ninguém e já estão
aí pessoas que querem inscrever-se.
- Cola este papel com o aviso:”Inscrições de última hora”.
- Aí não, cola do lado esquerdo do secretariado;
- Mas do lado esquerdo não se vê, por isso vou cola-lo na última fila,
- (este gajo só me dá trabalho, lá vou eu tirar o papel e cola-lo de lado).
- É melhor pores já a carrinha com o reforço da água lá fora antes do pessoal arrancar;
- Então dá-me a chave.
- A carrinha tem o depósito na reserva,
- Pega lá, mete dez euros de gasóleo.
- Onde é o secretariado?
- Vire à direita e depois à esquerda e vê logo uma tabuleta a indicar “secretariado”.
- Isto não era para começar ás três horas?
- Não! É ás três e meia.
- Oh pessoal, venham todos ali para dentro, para ouvir alguns avisos importantes.
- ……e pelos concelhos da Póvoa de Varzim e Barcelos……e boas pedaladas.
- Falta o Dokas, é sempre o mesmo eu bem lhe disse para vir cedo, mas não adiantou;
- Já chegou, agora vai atrás do pessoal quando deveria ir na frente com a música.
- Este local é bom, vamos pôr aqui as mesas com a água e sumos.
- Olha! é o Veiga das Necessidades e o filho quem está a controlar o trânsito na estrada.
- Lá vem o primeiro! demorou trinta e cinco minutos da Vila Correia até aqui.
- Uma média muito boa quase de vinte e sete kms por hora.
- Água? Sumo?
- Lá vem os últimos,
- Parti a vassoura vou ter que arranjar outra.
- Está tudo! Vamos desmontar as mesas e vamos para a Lagoa Negra,
- Não é preciso correr, temos tempo.
- No espaço onde está o camião é que era um bom sítio para pôr a carrinha.
( diálogo e comentários das pessoas que estavam a assistir à passagem dos ciclistas em Lagoa Negra)
- Eu vou já tirar daí o camião;
- Seria porreiro, obrigado, porque assim a carrinha fica à sombra.
- Desculpem lá! Vai haver uma corrida de bicicletas não é?
- O que é que se passa? O que é que se passa Sá Lopes?
- Vai haver uma corrida de bicicletas;
- E donde é que eles vem?
- Parece que vem de muito longe…passando por Paradela, Cristelo e depois por trás da vacaria
do Pontes.
- Ainda falta muito tempo p´ra chegarem?
- Ah! Vocês são d`Apúlia, então conhecem lá o….
- ….pois é, a vacaria é grande, mas eu costumo dizer ao Pontes: “tens a mania que tens a maior
vacaria e és o maior, por teres muitos terrenos e muitas vacas, mas a maioria dos terrenos
não são teus…”
- … olha lá vem um, lá vem o primeiro…não….são dois?
- Força, força, vamos lá, força, força….
- …ai! Não vem mais ninguém? Só aqueles dois? Olha onde eles já vão, quase já não se vêem.
- Sabes que eles vem de muito longe, passando por Paradela, não é brincadeira nenhuma e
estes senhores dizem que eles tem que passar por caminhos com muita lama e pedras.
- Aqueles dois iam cá com uma força, mas que força que eles iam;
- Vocês sabem quem são?
- Diz um dos senhores que lhe parece que um é o Cunha de Paredes e o outro acha que também
é de lá;
- Olha só, o avanço que eles já levam? P`raí dez minutos, não oh Sá Lopes?
- Quanto corredores são senhores?
- Eles nunca mais passam, vem tão atrasados, vou p´ra casa tenho que fazer a comida porque o
meu “home”, daqui um bocado tem de ir trabalhar.
- …como ia a dizer: eu ao menos tenho poucos terrenos e poucas vacas, rendem-me menos,
mas são minhas, é o que eu digo sempre ao Pontes….olha lá vem mais, agora são quatro e
vem mais atrás, vem mais agora é que é.
- Aquele já vai com a mão na barriga, vai cansado é o que é!
- ….e então ele vai p´ró café gabar-se a toda a gente, que tem mais vacas que toda a freguesia
junta, eu é que já o conheço bem, fodo-o logo: “se tens muitas vacas, guarda-as” e ele fica
nas horas do c…
- Olha Gonçalves! Parece que também tem mulheres;
- Ai tem? E são muitas? Tenho umas coisitas p´ra fazer, mas que esperem, agora quero ver as
mulheres nas bicicletas.
- Aqui a cerveja é a cinquenta cêntimos e é muito boa, é Cristal, é muito boa.
- Vocês querem umas cervejas de graça?
- Cervejas de graça? Onde é que há cerveja de graça?
- És muito burro Gonçalves, ele quer dizer que lhes paga umas cervejas, percebes?
- Claro que querem, o Sá em vez de estar p`rali no paleio ia mas é buscar as cervejas p´rós
homens que água tem eles ali muita.
- Vê lá tu? Já fui fazer a comida p´ró meu “home” e ainda estão a passar corredores.
- Aí meu Deus! Aquele corredor caiu, coitado, será que se aleijou?
- Ai deve ter-se aleijado deve;
- Viste como foi?
- Eu só vi eles todos enrodilhados uns nos outros e pumba.
- O Sá e o Gonçalves foram à beira dele e já vai dizer se está muito aleijado ou não;
- Coitados eles vem tão cansados e depois acontece isto.
- Olha é o diabo!
- Só te digo: ninguém sabe o que pode acontecer, quando se sai de casa.
- Oh amigo? Quer que chame uma ambulância? Olhe que é melhor, isso pode ser mau.
- Viste como trazia o braço? Viste? Todo cheio de sangue, coitado, como ele ficou e a dizer que
não era nada.
- …era a perguntar como estava a correr isto por aqui….e disse que houve alguns problemas
com as marcações e que os primeiros já chegaram há mais de meia-hora.
- Respondi-lhe, que não ouvi ninguém a queixar-se das marcações antes pelo contrário;
- Ai é? O homem da bicicleta-vassoura é o ….
- Conheço muito bem, somos grandes amigos,
- Não sabia é que estava imigrado, ai, agora é que tenho de esperar por ele.
- Quase há duas horas que passou o primeiro, mas que grande demora, se calhar muitos
desistiram.
- Aí vem os últimos, já não era sem tempo.
- Olha, olha quem ele é, com uma vassoura espetada atrás;
- Oh vizinho! Por aqui?
- Então também andas metido nisto?
- Sabes como é?
- Vamos beber qualquer coisa?
- É p´ra já.
(apesar das promessas, o amigo do homem da bicicleta-vassoura e que-tem-poucos-terrenos-e-poucas-vacas-
mas-são-dele, não pagou as cervejas que nos prometeu
- Apanhamos uma “seca” é verdade, mas ao menos proporcionamos uma tarde divertida ás
pessoas deste lugar e ficamos a saber que o Pontes é um gabarola e tem muitas vacas.
- Prova bem organizada, com marcações de cinco estrelas, só se perdia quem quisesse, igual a
esta, só a prova de Águeda é que tinha assim umas marcações tão bem feitas, vocês estão de
parabéns, mereciam muita mais gente;
- Mesmo assim esteve nas nossas previsões.
- As febras foram todas e as sardinhas?
- Ah! ainda há uma caixa na arca? Assim está bem.
- Ena já passa das sete e meia.
- Quem foi que convidou as Nichas? Como é que apareceram aqui?
- Não sei, mas lá que foi uma boa ideia, foi, com elas aqui, o pessoal vai desaparecer todo num
instante, tu vais ver!
- Tinhas razão, o pessoal está a ir todo embora;
- Vamos arrumar?
… .. um homem a cada ferro. Atenção todos ao mesmo tempo….um…dois…três
Done by:
Duros De Roer
O ddr:
Narciso Eiras Ribeiro
Fim
3º Passeio Moinhos de Apulia

As fotos do 3º Passeio Moinhos de Apúlia, dos DDR BTT de Apúlia: http://pict.com/album/35777/bdbde19c60
Diário – Fátima 2009
8º Apúlia – Fátima em bicicleta
30 a 31Maio 2009
Sábado, 31 Maio
Saí de casa às 05h40; tinha ficado combinado de véspera que às 06h00 em ponto
arrancaríamos; equipado a preceito, com o equipamento exclusivo dos ddr`s,
jersey e calções amarelos, com o saco de viagem às costas e a mala térmica
pendurada na mão esquerda, lá fui pedalando e fazendo algum malabarismo com
toda esta tralha, até ao local da partida, na rua do Facho em frente da pizzaria
“Urbanus”, para participar no Apúlia – Fátima 2009 em bicicleta.
Ao passar no Largo da Sra da Guia, fiquei agradavelmente surpreendido ao ver em
frente da capela, uma réplica de um dos moinhos de Apúlia coberto de flores de
diversas cores, a servir de chamariz e a prometer pela amostra e arte com que
estava enfeitado, que quem visitasse Apúlia neste fim-de-semana, decerto iria dar
por bem empregue o tempo despendido para assistir ao – 1º Festival de
Floricultores que pela primeira vez a nível Nacional se realiza em Apúlia,
precisamente nos dias em que estaríamos ausentes da Vila com a ida a Fátima,
evento que já se realiza há sete anos consecutivos, mais ou menos por esta altura do ano.
Quando cheguei à pizzaria, já lá se encontravam algumas pessoas mas ainda faltavam uns dois ou três, pelo que a partida às 06h00, estava completamente fora de questão, outro grupo esperaria por nós na estação de serviço “Azória”
Na carrinha de apoio (mais uma vez cedida pelo Flávio), carregamos os sacos, as malas térmicas com o farnel, obrigatório para o primeiro dia até chegar à Figueira da Foz, e, sobretudo água, muita água, sumos e etc.
Depois dos retardatários chegarem arrancamos de imediato eram 06h10 seguidos pela carrinha.
À espera do João Xanatas – Estação de serviço Azória – APÚLIA apoio conduzida pelo Rui, para logo a seguir parar na “Azória”, onde se encontrava o outro grupo, e,constatamos que ainda faltava o João, sim o João das Xanatas, será que vem? Ou será que não vem? Estávamos nestas cogitações quando chega o nosso homem, sempre bem disposto, curiosamente vinha calçado…como as pessoas, com sapatos – iria ser por pouco tempo, passado algumas horas trocou os sapatos pelas habituais xanatas e bermudas a substituir os calções de ciclista, alguém comentou: ”ele vem de chinelinhos?”, palavra que foi dita, até Fátima deixou de ser o João das Xanatas e passou a ser o João dos Chinelinhos.
O Grupo ficou decepcionado quando alguns ddr´s, se apresentaram à partida com bicicletas de estrada; é desprestigiante e uma falta de ética, pois logo à partida estavam em vantagem sobre os restantes membros do Grupo, despendendo menos esforço; admira-me que duros como o Chico, Futre e Paulo, com alta cotação na montanha, utilizem destas ferramentas esquisitoides, isto só vem provar que é urgente criar um código de conduta nos estatutos dos ddr`s.
Falavamos de quê?
Outros que também usaram destas ferramentas: Emílio Coelho, João Chinelinhos e o Raul Abreu, ainda se toleram pois não são habitués nestas coisas de todo terreno, outros ainda, o Berto e o Adélio, calçaram as suas “bikes”, com pneus muito finos (0.50), que as deixaram com uma aparência a fazer lembrar uma certa personagem que é usual ver pelas ruas de Esposende, com gestos pouco ortodoxos e com botas de salto alto.
Valha-nos para salvar a honra do convento, o Virgílio com a sua bicicleta Mondia; roda 28; com gaita á antiga no guiador e na cabeça um capacete nakamura com uma caveira, semelhante ao que os soldados Japoneses usaram na da 1ª guerra Mundial e gritavam “banzai”, quando atacavam o inimigo.
Finalmente este grupo tão heterogéneo com trinta minutos de atraso da hora prevista, arrancou para este 8º Apúlia – Fátima em bicicleta, organizado mais uma vez pelos DUROS DE ROER.
O grupo era constituído por:
(ordem alfabética)
Adélio Costa
Alberto Gonçalves
Celestino Palmeira
Emílio Coelho
Emílio Hipólito
Filipe Correia
Filipe Torres
Flávio Melo
Francisco Ferreira
João Zão (Fão)
Luís Lopes
Manuel Torres
Narciso Ribeiro
Paulo Santos
Raul Abreu (S.Paio de Antas)
Rui Faria (condutor carro de apoio)
Virgílio Fradique
Escusado será dizer que reinava a boa disposição, como é timbre dos ddr´s,
sempre que se juntam para participar em qualquer evento.
Dia claro, com céu azul, sem nuvens e sem vento a prometer um dia de Sol com temperaturas elevadas, manhã soalheira, óptima justamente para a prática de ciclismo, acertamos em cheio mais uma vez, na escolha da data.
Paramos numa estação de serviço á saída de Vila do Conde, para reparar pequenas avarias e continuamos pela estrada Nacional em direcção ao Porto.
No Porto, próximo da torre dos Clérigos, o Berto e o Adélio foram os primeiros a furar de muitos furos ao longo do dia.
Atravessamos a ponte de
D.Luís para V.N.Gaia, depois pela margem do rio Douro e pela ciclovia da Afurada deliciados com a paisagem da foz do rio Douro, o dia começava a aquecer, por isso não foi de estranhar ver muita gente na praia logo pela manhã e neste altura do Furos e mais furos – À espera da carrinha de apoio – V.N.GAIA
Antes de chegarmos a Espinho, o Futre, ou não fosse ele um fervoroso adepto do futebol lagarto, chamou a atenção para a singularidade de uma casa toda pintada e decorada com Leões nos umbrais das portas com as cores do Sporting, mas, o grupo estava mais interessado em apreciar asmovimentações da praia.
No largo onde se realiza a feira de Espinho. A boa disposição reinou ao longo de todo o percurso – AFURADA uma pausa para o primeiro reabastecimento do dia, houve um pequeno desencontro com a carrinha de apoio que nos fez esperar uns bons quinze minutos, mas até foi bom porque descansamos mais um pouco do previsto.
Pedalávamos em bom ritmo, parávamos sempre que entendíamos pelas mais diversas razões, sempre sem stress, comentando alguns factos mais relevantes que íamos observando, como por exemplo: certas aves de arribação, algumas bem escuras, no meio dos pinhais com uma bolsa às costas, com assento num banquinho e com trajes mais apropriados para apanhar Sol na praia e então lá saíam uns piropos, inocentes claro, é que, o grupo dos dezasseis ddr´s juntos, portaram-se sempre… como se fossem meninos do coro.
Já é tradição quando se faz este percurso, sair da EN-109 e fazer um desvio por S.Jacinto e ainda bem, porque vale sempre a pena admirar a paisagem da Ria de Aveiro; as tipícas casas dos pescadores da Torreira (ou que outrora foram de pescadores), pintadas às riscas e toda a envolvência ao longo da margem da ria até ao litoral, vale bem a pena fazer mais ums kms por este desvio.
Continuávamos pela margem da Ria em direcção a S.Jacinto, entretanto um grupo de quatro ou cinco elementos arrancaram dos restantes e distanciaram-se até os perdermos de vista e nós, depois de reparar-mos mais uns furos, juntamo-nos todos no cais fluvial do ferry-boat em S.Jacinto que atravessa a ria para o Forte da Barra.
Passava pouco das 13h00, como só tínhamos barco às 14h15, resolvemos almoçar, assim invadimos o abrigo de espera no cais do ferry-boat, uns em cima dos bancos e outros no chão lá comemos qualquer coisita, de salientar que o Virgílio era o que se apresentava melhor apetrechado com uma cesta O capuxinho, perdão o Fradique com a cesta do almoço em S.JACINTO de vime a servir de transporte a um almoço à maneira: pôs uma toalha no chão, a cesta em cima e todo o estendal com o almoço, onde não faltou umas garrafitas de “Monte Velho” e água da Córsega, o Virgílio nestas coisas de comes e bebes não brinca em serviço é um bom gourmet, desde que emigrou para a Córsega, tornou-se um fã indefectível daquela ilha Francesa o que é natural, depois de tantos anos lá, trazendo daquela ilha desde água, cerveja etc.etc, só foi pena o bagaço não ser também da Córsega é que era capaz de ser melhor do que o diluente do frasco que, quem tivesse a ousadia e coragem de provar ficava com o céu- da-boca esfolado. Depois do café embarcamos no ferry e enquanto se fazia a travessia da Ria para a outra margem o Futre aproveitou para matar saudades e meteu conversa Almoço no abrigo do cais de S.JACINTO om uma cabo pára-quedista fardada e recordou o tempo que passou na base de S.Jacinto como pára-quedista;O
Chico com quatro pares de óculos de Sol na testa; O Flávio a pedir o dinheiro dos bilhetes;
O Virgílio municiado com uma garrafa de vinho das grandes ia oferecendo da pomada a todos quantos se
O Fradique c/ o garrafão do “gesso” a bordo do ferry, para Forte da Barra encontravam a bordo;
entretanto o Mackgyver Paulo Pinho trabalhava na Mondia do Fradique, tentando reparar a roda vinte e oito e este a prometer que lhe pagava vinte euros (até hoje);
O Manel embrenhado na conversa com uns turistas Alemães;
Foi neste cenário que desembarcamos na outra margem no Forte da Barra, com o Manel a prolongar a conversa com os turistas Alemães e a fazer o grupo esperar por ele algum tempo.
Atravessamos a ponte para a Gafanha da Nazaré, voltamos à esquerda, pedalando pela margem de um braço da Ria em direcção à Costa Nova do Prado, eis senão quando o Flávio deu ordem para todos voltarem para trás, pois tinha notado que havia uma pessoa a necessitar de ajuda, facto que a nós todos tinha escapado, foi então que ao chegarmos próximo deparamos com um homem paraplégico de joelhos debruçado ao lado de um carro, tentando pôr algo debaixo das rodas para desenterra-lo da areia mas sem sucesso, sozinho e sem ajuda, num local ermo embora próximo da estrada, mas com pouca mobilidade para pedir auxilio, iria ter dificuldade para sair dali se ninguém o ajudasse, de imediato paramos o trânsito por uma questão de segurança e com todos a empurrar num minuto o carro estava desenterrado e na estrada.
O homem agradecido, comentou que tinha telefonado para a assistência em viagem a explicar-lhes o que tinha acontecido assim como a sua limitação física e que do outro lado lhe responderam que não podiam fazer nada, se assim foi, é de lamentar a atitude da seguradora.
Depois deste episódio, retomamos o nosso rumo, tínhamos feito a boa acção de escuteiro do dia ao ter ajudado este homem.
Agora foi a vez do Emílio Coelho furar, estávamos na Vagueira, o Grupo tinha planeado continuar por um percurso florestal, próximo do Mar em vez de retomar como nos anos anteriores à EN-109, alguém no ano passado, morador naquela zona (creio que o Professor), garantiu ser mais rápido emelhor, por conseguinte poupava-se tempo. VAGUEIRA – a vez do Milo Coelho furar; a outra personagem é o João-sem-chinelos- pé-descalço em cima dos cleats, na “bike” do Flávio.
Ainda iniciamos o tal percurso, que ninguém conhecia, mas estava tão mau, com muita vegetação e areia, as rodas enterravam-se e só com as burras à mão é que se conseguia andar, ao fim de quinhentos metros, chegamos à conclusão que o melhor mesmo era voltar para trás, é que, nós há menos de um mês pelos Caminhos de Santiago tínhamos sido protagonistas de um filme parecido e como diz o ditado: Gato escaldado da água feia tem medo; entretanto um Grupo chamado os do “Monte Velho” constituído por: o João Chinelinhos; o Virgílio Fradique com uma garrafa de petróleo, da adega regional do Alentejo no suporte da sua Mondia 28; o Emílio Coelho e o Raul, tinham continuado, nós tínhamo-nos atrasado a reparar mais uns furos de duas rodas, ainda gritamos para que voltassem para trás, mas qual quê?
Não ouviram, já iam bastante distanciados atrás do cliente da adega regional do Alentejo e lá continuaram pelo tal trilho que ninguém conhecia.
Depois de voltarmos para trás, atravessamos a ponte Gafanha do Areão, uma pequena ponte velha, e ao fim de quinze minutos estávamos na EN-109,continuamos até à Praia de Mira, onde paramos à espera que o Grupo “Monte Velho” Palavras para quê? É a bicicleta do “Corso” Virgílio da Silva Fradique.
Aparecesse; ao fim de algum tempo lá chegaram todos esbaforidos e a rogar pragas, por terem vindo pelo tal percurso, pois, segundo eles, a determinada altura do percurso tornou-se impossível continuar tal era o estado de degradação, tiveram que atravessar um pequeno braço da Ria com água até meio das pernas, com as burras às costas, desorientados porque não sabiam onde estavam, foram desaguar ao quintal de uma casa, assustando os poucos habitantes que lá moravam; estou mesmo a imaginar a cara das pessoas e o que elas devem ter pensado, estupefactas, quando se lhes deparou aquele bando pela frente, só faltava o cão rantamplan para parecerem a quadrilha dos irmãos Dalton; a fazerem um assalto: um com Chinelinhos outro com uma garrafa de vinho, uma gaita no guiador e um capacete com uma caveira, os outros dois com bicicletas de estrada; só podem terem pensado: são um bando de malucos que fugiram do manicómio.
Na Praia de Mira, demoramos mais do que estava previsto, cerca de uma hora, aproveitamos para lanchar, a causa principal além da espera pelo Grupo “Monte Velho”, foi uma avaria mecânica na bike do Manel: um cabo das mudanças partido.
Eram quase 17h00, quando nos fizemos novamente à estrada, com o tempo muito quente, até à Figueira da Foz foi sempre a rolar com médias bastante altas, por vezes da ordem dos trinta e tal km/h.
Em Cabanas, a 20 kms da Figueira, tivemos que trepar uma fralda da serra das Alhadas, aqui, o grupo fragmentou-se mais uma vez e foi cada um por si, mas logo a seguir fomos compensados por uma descida prolongada, atingindo-se velocidades elevadas até à entrada na cidade da Figueira da Foz onde chegamos por volta das 18h30; tínhamos percorrido 212km desde que saímos de Apúlia.
De imediato dirigimo-nos para a pensão-residêncial “Aliãnça”, onde já é habitual pernoitar e jantar nos anos anteriores, reservando previamente osquartos e refeição; a primeira coisa foi guardar as burras, com a
O forcado Futre, a fazer uma pega. particularidade de termos que as levar escada acima até ao 1º andar a fim de ficarem guardadas numa arrecadação e então depois é que tratamos dos nossos alojamentos e fomos ao duche.
A seguir ao jantar fomos dar volta pela cidade, a noite estava agradável, havia muita gente nas ruas a dar a sua voltinha higiénica.
No meio dos dezassete, o Fradique era o único vestido decentemente, a certa altura ao passar em frente do casino, entrou no hall do edifício seguido pelo Paulo Pinho, qual segurança privado e o seu chauffer particular o João Chinelos apresentaram- se ao porteiro do casino para entrar a fim de dar uma vista de olhos “quim quipa, meu” de pé: Raul, Flávio,Chico,Narciso,João,Filipe,Adélio,Paulo,Berto e dono do restaurantel de joelhos: (um” E.T.” bêbado )Virgílio,Mota,Futre,Emílio Coelho,Manel,Tino e Milo. .e beber um copo; o João, teve azar com o porteiro pois este não o deixou entrar, porque seria? Se calhar foi por não usar gravata.
Depois de darmos umas voltas pela cidade, sentamo-nos numas escadas em forma de anfiteatro e demo-nos a conhecer às gentes da Figueira da Foz.
Domingo, 31 Maio
À hora prevista 07h00, toda a gente ok! Na sala para tomar o pequeno-almoço e depois preparamo-nos para a última etapa até Fátima, ainda perdemos algum tempo numa estação de serviço à saída da Figueira a tentar resolver mais uns problemas mecânicos mas, as principais chatices desta etapa, iriam ser as perdas de ar constantes das bikes do Manel e Berto, este já vinha a ter problemas com a roda desde que furou no Porto, que o obrigava a ter que parar constantemente para meter ar, foi o que mais penou até Fátima, é o que acontece a quem calça a bike com pneus à juju; o Virgílio também viria a ter problemas com a roda de trás da sua 28 com gaita, com bidon de vidro escuro e uma rolha de cortiça para o gesso não sair , então pedia a alguém, quase sempre ao Mackgyver Paulo Pinho para enxofrar a roda com a sua bomba de ar com um metro de comprimento, assim que a roda estava cheia, fazia como os passarinhos quando vão beber aos bebedouros e depois fogem, assim procedia o Fradique, desaparecia do Grupo a todo o gás e só voltava a aparecer sempre que precisava de ar e então iniciava-se novamente o ciclo com o Pinho a enxofrar-lhe ar no rodado e ele de imediato a fugir.
Atravessamos a ponte Edgar Cardoso da Figueira da Foz para a margem Sul e continuamos pela já nossa conhecida EN-109 no sentido de Leiria, o dia a prometer temperaturas elevadas, iria chegar aos 35º segundo a meteorologia para a zona de Leiria e nós confirmamos na pele mais do que isso quando começamos a subir próximo Saída da FIGUEIRA DA FOZ de Santa Catarina da Serra.
A estrada plana proporcionava que rolássemos em bom ritmo até à Vila da Guia no concelho do Pombal, aqui chegados, em vez de continuarmos por Leiria como nos anos anteriores, íamos pela primeira vez experimentar um novo percurso que os peregrinos pedestres vindos do Norte e Centro litoral costumam fazer.
Os naturais da Vila confirmaram ser o trajecto mais curto 20kms do que se
fossemos por Leiria, embora a estrada no início fosse má com buracos, aconselharam-nos vivamente que fossemos por aí e assim fizemos, mas antes aproveitamos a paragem reforçamo-nos de sólidos e líquidos porque o pequeno-almoço à muito que tinha sido digerido.
Durante meia dúzia de kms a estrada estava de facto em mau estado mas transitável, mesmo para os carros, o Emílio Coelho é que não estava a gostar, da brincadeira, a certa altura depois de subir um monte começou a gritar: ”vou cair, vou cair, vou cair” e lá caiu ao fim de uns dez segundos e depois ameaçou:”no próximo ano vou por Leiria, por aqui não me apanham mais”, bom, não deve ser agradável com bicicleta de estrada andar a fazer gincana pelo meio dos buracos, mas em comparação para quem fez parte nodia anterior do desalinhado Grupo“Monte Velho”, com as rodas a Com ou sem chinelinhos, é um verdadeiro artista: João Zão enterrarem-se na areia até ao eixo, esta estrada até de triciclo se fazia, ainda assim teve sorte porque ninguém bateu palmas ou desatou a rir como fazem….vocês sabem do que é que estou a falar; episódios destes são sempre agradáveis para o ego da população ddr.
O Manel, o Berto e o Virgílio lá continuavam com paragens frequentes com falta de ar…nas rodas, depois de uma descida no alto da Caranguejeira entramos na EN- 1038 e agora rolávamos por estrada em boas condições, bastante movimentada, no Vale de S.João íamos encontrando alguns peregrinos a pé.
O Grupo das bicicletas esquisitas de estrada: Futre; Chico; Paulo Pinho; Emílio Coelho; João; Raul e o Mota este sim, com uma bicicleta à homem, há muito que tinham desaparecido dos nossos radares, estávamos a 15kms de Fátima a entrar na parte mais dura de todo o percurso: Santa Catarina da Serra, a partir daqui, o Grupo das bicicletas a sério fragmentou-se, agora era cada um por si até Fátima, pessoalmente acho que devíamos chegar em Grupo mas, parece que é o lema: “chegados aqui, cada um por si” e a tradição cumpriu-se
Foi durinha a parte final sempre a subir a exigir muito esforço, em parte devido às temperatura elevada que se faziam sentir, ultrapassamos outros ciclistas (curiosamente nenhum ciclista nos ultrapassou), eu começava a ficar desesperado porque a água tinha-se acabado, eis quando entramos na recta final, a estrada da Fazarga e dai foi um tirinho até à rotunda dos Pastorinhos onde o outro Grupo já se encontrava refastelado numa esplanada de uma cervejaria juntamente com alguns familiares que se tinham deslocado de Apúlia.
O pessoal mais atrasado com os problemas das rodas ia chegando, quando subitamente entra em cena o Fradique com uma pose altiva na sua Mondia roda 28 Foi com esta pose, que o Fradique entrou na rotunda que guiador e o bidon Monte Velho com rolha de cortiça, capacete psycho Nakamuna com caveira, entrou na rotunda a pedalar furiososamente em alta velocidade, dá duas voltas com os automobilistas espantados a olharem para a personagem e estaciona a sua máquina ainda fumegante com um resto de combustível no bidon com rolha.
Havia muita gente em Fátima, muita confusão tinha acabado há pouco tempo a cerimónia religiosa do encontro Nacional de Jovens.
Porque fomos a Fátima e não a outro local qualquer? Normalmente vai-se a Fátima por motivos religiosos, mas não me pareceu que foi esse o motivo; será porque toda a gente vai e nós também temos que ir? Acho que fomos a Fátima pela aventura e não há nada de mal nisso, antes pelo contrário, mas uma vez aqui, é quase impossível ficarmos alheados da mística religiosa que nos rodeia, não sei se será influências por crescermos a ouvir falar de Fátima como um local grandioso e sagrado, não sei; à qualquer coisa que nos contagia e para aqueles que tem a fé em baixo, uma vez aqui repito, pelo ambiente religioso que se respira no santuário, sentimo-nos compelidos a fazer uma introspecção ao nosso interior; assim fizeram alguns de nós na capela das aparições.
Já bem hidratados, agora no local onde estavam as duas carrinhas a de apoio com o Rui, o nosso anjo-da-guarda desde Apúlia e outra cedida pela junta da freguesia e mais uma vez com a colaboração prestimosa do Xico que nos transportaria até Apúlia.
No regresso, houve alguém com o vasilhame em mau estado, com fugas de gás constantes a impestar o ambiente da carrinha, o chefe irritado ordenou aoresponsável ou responsáveis, que tapassem imediatamente as fugas, ou teria que tomar medidas drásticas, mas não adiantou nada, nem pelo chefe tiveram respeito os energúmenos. O resto da viagem decorreu….bem, pois claro; e ficamos por aqui.
Narciso Eiras Ribeiro
Estatística: Apúlia – Fátima
Percorremos: 270kms; Tempo: 11:28:00; Média: 24 km/h; Máx. 66,36km/h
Passeio de Pais Natal 2009

Os DDR BTT de Apúlia irão organizar o III Passeio de PAIS NATAL no próximo dia 20 de Dezembro de 2009.
EM BREVE SERÁ DISPONIBILIZADA TODA A INFORMAÇÃO
Nota informativa DDR BTT Apúlia (3º Passeio Moinhos d` Apúlia)
O 3º Passeio Moinhos D`Apúlia, realiza-se a 25 de Julho de 2009 em Apúlia.
A organização está a cargo dos DDR BTT Apúlia, um núcleo da ACD os Apúlienses.
O passeio estará aberto a todos os participantes com mais de 16 anos.
As dez primeiras inscrições femininas serão grátis.
As inscrições serão efectuadas através do mail ddrapulia@gmail.com e estas encerrarão no dia 20 Julho 2009.
Preços: 8 euros para os sócios com as cotas em dia.
10 euros para não sócios.
12 euros para inscrições feitas no dia do passeio.
O pagamento da inscrição é feito no dia do passeio.
Percurso: Será guiado pela Vila de Apúlia e depois em andamento livre. Serão 40km de dificuldade média (nível 4), que vai estar marcado com fita balizadora e placas a indicar o sentido. Haverá a meio um reforço alimentar e mais dois pontos de água.
Nota importante: Uso obrigatório do Capacete.
As inscrições devem mencionar os seguintes dados:
-nome completo
-nº bilhete de identidade
-data de nascimento
-nº telem/e-mail
O secretariado terá início às 14:00 horas e a partida será às 15.30 horas.
O local do secretariado e concentração dos participantes será no recinto da Vila Correia, e o estacionamento no parque da Escola EBI de Apúlia
Os banhos serão efectuados na Escola entre as 17:00 e as 19:00.
Há lembranças para todos os participantes e um sorteio de alguns prémios, e no fim o grandioso convívio de bttistas com muitas fêveras na brasa e sardinhas assadas e não esquecendo a cerveja.
Para mais informações:963458505 . 963462244 . 963458483
Visite o nosso blog de btt em:www.bttapulia.wordpress.com
3º Passeio Moinhos d`Apúlia
Estão abertas as inscrições para o 3º Passeio.



